No dia 31 de janeiro de 1969 as primeiras “lonas” foram estendidas no chão do Centro Histórico de Embu das Artes.
Atualmente, no chamado Passeio das Artes 514 expositores mostram telas, esculturas, objetos decorativos dos mais diversos estilos, camisetas, brinquedos pedagógicos, joias e bijuterias, artigos em couro... Sem falar das comidas, em barracas e restaurantes, além do setor de plantas, flores e ervas medicinais que compõe a “Feira do verde”. Há também espaço para a música e outras apresentações artístico-culturais.
A participação dos expositores na gestão da Feira tem crescido desde 2005, quando foi fundada a Associação Viva Embu, que ajudou a elaborar a Lei 83/2005, que rege o evento. “Nos últimos anos tivemos parcerias e alguns desentendimentos. A gestão atual surpreendeu todos nós, fazendo um Centro de Atendimento ao Expositor e um ambulatório para o turista” - disse Marcos Mendonça, diretor da entidade e membro do Conselho Gestor da Feira. Ele elogiou ainda a Lei do Silêncio, que servirá para impedir o abuso de alguns restaurantes que chegam a afastar o público de algumas áreas da Feira, e a implantação de câmeras, para coibir furtos na região.
Governo municipal e artistas entendem que o principal desafio da Feira de Embu das Artes é evitar que seu nobre espaço seja ocupado pelo industrianato, em nome da valorizaçao de quem de fato cria a arte.
Encanto à primeira vista
Annika Obst veio do sul da Alemanha. Acompanhada do namorado Fabio Horn
Hausener, morador de Piedade, interior de São Paulo, Annika parecia encantada com a beleza do Centro Histórico.
A jovem disse que o que mais a atraiu na estância turística foram as lojas de arte e artesanato. Turista pela primeira vez na cidade, o casal pretende voltar outras mais e conhecer com a calma peculiar de Embu das Artes as diferentes atrações.
“É perfeito”
Morador da paulistana (e também artística) Vila Madalena, o casal Edi Guerreiro
e Patrícia Carvalho vem “respirar arte” no Embu. “Por ser tão próximo de São Paulo, é justamente o oposto” – observa Guerreiro, que afirma encontrar em Embu das Artes o ar interiorano e o clima que o paulistano procura e não acha na “selva de pedra”.
“É tão rápido o acesso, no máximo trinta minutos [de trajeto]” – diz Patrícia. A cidade fica às margens da rodovia Régis Bittencourt e do Rodoanel, sem contar a Raposo Tavares que é outra opção.
“Quando se mistura arte com liberdade é o ideal. Acho que a frase certa é respirar arte e tranquilidade. É perfeito” – resume Guerreiro a respeito da estância turística de Embu das Artes.