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Seção:Noticias
Categoria: Noticias
Fonte: Jornalista Marcelo
Data da Publicação: 21/1/2010

Rendimento da poupança em 2009 foi o menor da história


O rendimento nominal da poupança em 2009, de 7,05%, foi o menor da história, segundo estudo da consultoria Economatica. O valor mais baixo registrado anteriormente havia sido em 2007, quando a rentabilidade na aplicação em poupança foi de 7,77%.


O poupador que tivesse aplicado R$ 1 mil no fim de 2008 teria, então, R$ 1 070,5 no fim de 2009. Uma cesta básica, por sua vez, que no final de 2008 custasse R$ 1 mil, chegaria a R$ 1 043,1 com o reajuste do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), representando um ganho real de poder de compra do consumidor de R$ 27,4 ou 2,63% no final de 2009. De acordo com a pesquisa, a inflação medida pela IPCA em 2009, que foi de 4,31%, diminuiu a rentabilidade da poupança, restando o ganho real verificado.


Na série histórica, 2002 foi o ano em que a rentabilidade anual da poupança ajustada ao IPCA teve o pior resultado, caindo 2,9%. A alta de 2009 representa uma quebra na tendência de queda verificada desde 2007 (3,17%), na comparação com 2006 (5,1%).

 

Veja a seguir a rentabilidade nominal da poupança na década:

 

2000 - 8,32%

2001 - 8,63%

2002 - 9,27%

2003 - 11,21%

2004 - 8,10%

2005 - 9,21%

2006 - 8,40%

2007 - 7,77%

2008 - 7,90%

2009 - 7,05%

 

Empreendedorismo por oportunidade deve crescer em 2010

Mirian Gasparin – Agência Sebrae

Curitiba - Daniel Rossi, coordenador do curso de Administração da Escola de Negócios da Universidade Positivo, do Paraná, alerta os empreendedores para o fato de que o planejamento é a função básica da administração e os negócios somente darão certo nas empresas que planejam. “O empresário aumenta a rentabilidade da sua empresa quando investe em técnicas de planejamento e gestão, ou seja, em organização, liderança e controle”, destaca.

Rossi aconselha os empresários a planejarem seus negócios em função do crescimento da economia. Para ele, até então o que se constatava em termos de Brasil é que o empreendedor abria uma empresa por necessidade. Entretanto, esse quadro já está mudando e em 2010 o empreendedor se lançará no mercado por oportunidade.

“O perfil dos empresários está mudando. Hoje, ele está mais instruído e melhor preparado. Ao seu favor em 2010 contará com o crescimento da economia. Com isso, as grandes empresas terceirizarão e quarteirizarão mais os produtos e serviços, beneficiando as micro e pequenas empresas”, prevê Rossi.

Alguns cuidados por parte dos empresários são importantes, alerta Rossi. “O excesso de confiança depois de passada a angústia pode ser prejudicial porque não combina com planejamento. O empresário deve estar atento às notícias econômicas e quem planeja aumentar o seu negócio deve estar sempre informado.”

Segundo o diretor da Credit Solution, Luiz Afonso Cerqueira, o quadro favorável neste ano deve ser aproveitado pelas micro e pequenas empresas para se organizarem mais e controlarem melhor o caixa. As vendas devem ser feitas com cuidado, com a análise rigorosa do crédito para não haver surpresas com a inadimplência. Ele também recomenda uma administração de compras firme com negociação de prazos com os fornecedores. “Fechando uma boa negociação de compras, o empresário certamente terá um ganho melhor”.

Quanto aos estoques, Cerqueira explica que este item deve ser administrado na ponta do lápis e os empresários devem se programar para estocar o mínimo possível. Ele informa que, por conta da redução do IPI, empresas que comercializam a chamada linha branca e materiais de construção fizeram estoques adicionais, antecipando as compras de 2010. Os demais segmentos devem ter muito cuidado para não se estocarem excessivamente.

Os juros estão baixos, mas mesmo assim o diretor da Credit Solution não aconselha o uso do cheque especial ou da conta garantida. “A opção é fazer operações curtas de capital de giro com pagamentos parcelados. Crescer somente com recursos adequados através de linhas com prazos mais longos que estão disponíveis em cooperativas de crédito, agências de fomento e em alguns bancos oficiais. No Sebrae, o empresário encontrará apoio no sentido de identificar as fontes mais adequadas de financiamento”. (Este texto foi produzido para a Revista Soluções, publicação do Sebrae/PR)



 
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